segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Gelo e belas patinadoras antecipam Jogos de Inverno em Londres


Deixando de lado a Copa do Mundo no Brasil, os organizadores dos Jogos Olímpicos de Inverno - que acontecerão na cidade de Sochi (Rússia) daqui menos de dois anos - recebem visitantes e curiosos na capital inglesa com uma prévia do que deverá acontecer no evento. Com uma grande exposição, os russos exibem danças, músicas, mascotes, atletas e obras, para antecipar o que deve vir na Olimpíada de 2014.
A recepção acontece em uma grande tenda em Kensington Gardens, no Hyde Park, uma grande área verde no centro histórico de Londres. Ali, com um tour de menos de uma hora de duração, todos os interessados podem acompanhar o que está sendo feito em Sochi para receber o principal evento esportivo de inverno de todo o mundo.
Logo na entrada do passeio, monitorado o tempo todo por voluntários russos que falam inglês fluente, um grande painel recebe assinaturas dos visitantes. Por ali, turistas de diversos países manifestam apoio à Olimpíada de Sochi, carinho pelos russos ou por suas próprias nações. Não é difícil também encontrar quem assine o nome de sua cidade-natal e há até mesmo menção à Olimpíada de Inverno de 2018, que acontecerá na cidade sul-coreana de Pyeongchang.
No mesmo telão, um pequeno vídeo apresentado por personalidades conhecidas dos russos - falando somente em inglês - apresenta o país aos visitantes. Com o bordão "esta é minha Rússia", nomes como Tatyana Navka (patinadora artística), Ilya Badilin (atleta do curling), Svetlana Khornina (ginasta, bicampeã olímpica), Diana Gurtskaya (cantora, deficiente visual), Dmitry Avgustinov (snowboarder) e Maksim Shabalin (patinador artístico) destacam fatores positivos da Rússia. Georgiana de nascimento, Gurtskaya ficou responsável por destacar a acessibilidade de Sochi para as Paralimpíadas de Inverno de 2014.
"Temos energia para mudar e celebrar o crescimento", destacou Navka em sua participação no vídeo. A patinadora, campeã olímpica em 2006, ainda aparece em um encarte referente à região de Krasnodar (onde se situa Sochi, à beira do Mar Negro), aprovando as instalações do Palácio de Patinação Iceberg - que, ao que tudo indica na publicação, está pronto.
Em um segundo salão do passeio, os organizadores apresentam a região de Krasnodar, chamada de "pérola da Rússia". "É uma das regiões de maior crescimento econômico e estrutural do país", conta Ekaterina, uma das voluntárias que guiam o passeio, respaldada por diversos monitores com dados socioeconômicos sobre o território. Ainda no salão, monitores atraem crianças e adolescentes com vídeo-games e simuladores de Fórmula 1 - não por coincidência, o traçado do jogo simula o Sochi Olympic Park Circuit, palco do Grande Prêmio da Rússia de F1 a partir de 2014.
Em um terceiro salão, um vagão de trem cenográfico exibe mais imagens da cidade e de obras que estão sendo construídas para 2014. Em um dos vídeos exibidos, destaque especial para o distrito de Krasnaya Polyana, localizado a 40 km do centro de Sochi: lar de resorts de luxo na região, com direito a visitas do presidente da Rússia, Vladimir Putin, o local receberá competições de luge, biatlo, bobsleigh, skeleton, esqui cross-country, combinado nórdico e snowboard, dentre outras modalidades.
A ideia, segundo Ekaterina, é que uma ferrovia ligue a cidade-sede da Olimpíada ao movimentado distrito. "Sochi está sendo construída, tudo desde o começo. Será possível ter um Parque Olímpico muito compacto, evitando grandes deslocamentos", conta a voluntária. Ainda de acordo com a guia do passeio, boa parte da estrutura nas montanhas é responsabilidade de um banco privado russo.
No quarto dos cinco espaços da visita, mais uma área com vídeo-games e a presença das duas mascotes da Olimpíada: um urso polar e uma lebre, ainda sem nomes. Segundo Ekaterina, de maneira informal, o público tem chamado o urso de Mishka e a lebre de Zaika - que, respectivamente, significam urso e lebre em russo. Ainda na sala, trenós de bobsleigh, pranchas de snowboard e até mesmo uma tocha olímpica de 2012 estão à disposição para fotos. Capacetes no local simulam também uma descida de bobsleigh.
O passeio originalmente termina com um filme apresentado em um cinema 4D, mas continua para quem comprou um ingresso extra. Após uma passagem na loja do fornecedor oficial de uniformes do Comitê Olímpico Russo, os apreciadores podem acompanhar uma apresentação de patinação no gelo com cerca de duas horas de duração.
O espetáculo, organizado por Ilia Averbukh (vice-campeão olímpico de dança no gelo em 2002), é batizado "Pequenas Estórias de uma Grande Cidade"; ao som de músicas típicas como a folclórica Tsuganochka, cerca de 20 patinadores passam por cenários como a de um personagem de Charlie Chaplin ou a da disputa por um amor iniciado em um cabaré.

FONTE: Terra

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Saltos de Patinação no Gelo


Os saltos são um dos componentes da Patinação Artística.

São considerados saltos, os exercícios que sejam feitos pelo patinador com uma rotação superior a meia volta e cuja entrada e saída seja feita apenas num pé. O pé de entrada e de saída pode variar conforme o tipo de salto.

Na maioria das vezes o pé de entrada do salto é diferente do pé de saída, no entanto existem saltos em que isto não pode ser feito. Todos os saltos podem ser combinados entre si e considera-se uma combinação de saltos quando o pé de saída de um salto corresponde ao pé de entrada para o salto seguinte, não havendo entre eles nenhum passo que os interliguem.
Veja alguns exemplos de saltos:

Salto de Valsa: salto de meia volta, com entrada de frente num pé e saída de costas no pé contrário.

Toe Loop: salto picado, isto é, a entrada do salto é feita com ajuda da serrilha do pé esquerdo (neste caso) e de costas. É um salto em que a rotação mínima é de uma volta.

Salschow: é aproximado a uma volta de três (volta num pé sem sair do chão). A entrada é feita de costas e a perna de impulso é a esquerda. No momento da impulsão a perna direita aproxima-se da esquerda para dar a rotação necessária.

Loop: a entrada deste salto é feita de costas e a perna de impulso é a mesma que a da saída.

Flip: é um salto que é feito com a ajuda da serrilha do pé direito e sobre o rodado interno do pé esquerdo; a saída é feita na perna direita.

Lutz: é semelhante ao FLIP, diferindo apenas no rodado da entrada, que neste caso é exterior.


Axel: este salto tem a rotação mínima de uma volta e meia por ser um salto em que a entrada é feita de frente com a perna esquerda a ser a de contato com o gelo e a perna direita a perna de saída do salto.

Os saltos podem ser executados com rotação simples (uma volta no ar), dupla (duas voltas no ar), tripla (três voltas no ar) e também quádrupla (quatro voltas no ar).
A maioria dos saltos tem o nome da pessoa que primeiro o efetuou numa prova, por isso mesmo, estes nomes não têm tradução para português.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Câmara hiperbárica ajuda jogadores que sofreram concussões

Uma novidade pode ser crucial na recuperação de jogadores de hóquei nas próximas temporadas. É a câmara hiperbárica, já utilizada por mergulhadores, trabalhadores de ambientes pressurizados e até alguns artistas famosos, que acreditam que podem tardar o envelhecimento com sessões periódicas. Atletas que sofreram concussões no hóquei no gelo estão utilizando o equipamento como parte de sua recuperação.

Um dos primeiros jogadores a realizar este tipo de tratamento foi Paul Kariya, ex-Anaheim Ducks, há alguns anos. Só que atualmente está sendo utilizado de uma forma mais intensa, devido ao excesso de traumatismos cerebrais. Este é o caso de Andy Mcdonald (St. Louis Blues), Joe Hishon (Colorado Avalanche), Alexander Steen (Blues) e até mesmo Sidney Crosby (Pittsburgh Penguins), que optaram pelo novo sistema de recuperação.

Para entendermos um pouco do que acontece com o nosso cérebro, a circulação sangüínea do SNC (Sistema Nervoso Central) é produto de uma auto-regulação. Isso a torna independente do débito sangüíneo e por outro lado, essencialmente dependente das pressões parciais de CO2 e de O2. É aí que entra a câmara hiperbárica, que por meio de um Efeito Vasoconstritor, impede o aumento da pressão intracraniana, diminuindo assim os sintomas que os jogadores sofrem após serem vítimas de concussões, como visões turvas e dores de cabeça. O tratamento na câmara hiperbárica ajuda também a acelerar o processo de recuperação de uma jogador.

Vamos torcer para isso os ajude na recuperação dos atletas.



Legenda da foto: Sidney Crosby utilizou a câmara hiperbárica para acelerar seu processo de recuperação.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Patinação Artística no Gelo


A Patinação Artística no Gelo é um dos vários esportes que podem ser praticados no gelo.  Faz parte dos Jogos Olímpicos de Inverno desde o seu início em Chamonix (França), em 1924. Também fez parte dos Jogos Olímpicos de 1908 e 1920 e hoje, atua em diversas competições.
A primeira competição internacional de patinação artística foi organizada em Viena, Áustria no ano de 1882. Entre os participantes, um Norueguês, Axel Paulsen (foto), chamou a atenção com o seu performance, dando o famoso pulo que imortalizou o seu nome.
O hábito de patinar teve origem na Europa. No começo, patinar era uma maneira de se deslocar, utilizada para atravessar os lagos e canais congelados no Inverno. Após ser descoberta como forma de recreação, patinadores mais brincalhões começaram a fazer desenhos no gelo com as lâminas dos patins e começaram a ser realizados desafios. A partir da avaliação dos desenhos decidia-se qual era o mais original, complexo e bonito. Daí surgiu o nome pela qual esta modalidade é conhecida, Patinação Artística.
E para quem curte e quer aprender a patinar no gelo, o Barra on Ice disponibiliza um curso de férias da Escola Pastusiak de Patinação Artística no Gelo.
As aulas irão até o dia 31/07 – terça-feira.
Horários das aulas:
Segunda à sexta: 13h às 14h30
Sábado: 11h às 14h
Pacotes: cinco aulas: R$ 300,00 ou 10 aulas: R$ 550,00

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Finlândia: Estações definidas e muitas opções de lazer na terra do Papai Noel

Monica Vasku*, de Helsinque

Já pensou em viajar para um país onde você pode encontrar o Papai Noel em pessoa, colher morangos nas florestas em companhia de esquilos e coelhos e ainda dormir em um castelo de gelo? Parece brincadeira, mas esse país existe, tem cerca de cinco milhões de habitantes, fica no Norte da Europa e se chama Finlândia.



Suomi é o nome original do país, mundialmente  conhecido pela Nokia, pelo jogo Angry Birds, por seus pilotos de Fórmula 1 e, recentemente, foi eleito como o melhor lugar do mundo para se viver, segundo pesquisa da revista americana Newsweek. A Finlândia é um dos países mais bem-sucedidos da Europa e possui uma indústria altamente competitiva no setor de comunicações, eletrônica e engenharia, além de ter um dos melhores sistemas de educação do mundo.

Helsinque 
A capital tem uma população aproximada de cerca de 600 mil habitantes que convivem em um ambiente de harmonia entre a modernidade e a natureza. Em meio a construções contemporâneas e históricas, centenas de parques e lagos são preservados. A Finlândia é o país com mais lagos no mundo, em torno de 190 mil, e ainda possui mais áreas verdes do que habitadas. É também o terceiro país com a menor densidade demográfica da Europa, com  17 habitantes por quilômetro quadrado, estando atrás apenas da Noruega e da Islândia.

Helsinque é o centro cultural do país e abriga diversos museus, bibliotecas, casas de espetáculos e centros culturais. A capital é considerada uma das cidades mais caras da Europa, mas é possível fazer programas gratuitos ou encontrar opções baratas de lazer, como concertos nos parques ou um passeio à Ilha de Seurasaari. O museu ao ar livre de Seurasaari está localizado em uma bela ilha verde, a poucos quilômetros do centro de Helsinque. A ilha abriga a história da forma tradicional de vida dos finlandeses, exibida nas casas de campo e mansões dos últimos quatro séculos, trazidas de várias partes do país. 

Outro ponto turístico da capital que tem uma forte ligação com o ambiente em que se encontra é a Igreja Temppeliaukio. O templo luterano é subterrâneo e foi construído em 1969, esculpido diretamente no granito. Com um desenho circular e iluminação natural criada por 180 janelas no topo do santuário, a igreja é muito usada para concertos de música clássica, uma vez que as paredes de rocha geram uma excelente acústica.

Estações 
A proximidade com o meio ambiente proporciona experiências muito agradáveis nas quatro estacões, que na Finlândia são bem definidas. Na Primavera, as ruas e parques ficam repletos de flores e convidam a um delicioso piquenique ao ar livre e a um passeio de bicicleta pelas ciclovias que cruzam toda a capital. No Verão, as temperaturas chegam aos 30°C e as praias ficam lotadas. O mar, acreditem, tem temperatura agradável.

Nessa estação, um bom programa é visitar a ilha de Suomenlinna, onde um grande forte foi construído na época da guerra, mas nunca chegou a ser usado. Em Suomenlinna há praias e natureza belíssima, além de restaurantes que servem os melhores quitutes finlandeses, acompanhados de uma boa cerveja gelada. É no Verão também que as frutas começam a brotar nas florestas e é possível colher morangos, framboesas e blueberrys, sempre com a companhia de simpáticos esquilos, coelhos e porcos-espinhos.

No Inverno, o país se cobre de neve e as temperaturas chegam aos incríveis -30°C. Os esportes dessa época são bastante populares e diversas pistas de esqui e snowboarding ficam lotadas de praticantes de todo o mundo. Em Helsinque, as praças se transformam em enormes pistas de patinação no gelo, proporcionando diversão para todas as idades. É no Inverno também que as famílias se reúnem em saunas à beira de rios, comem a famosa Makkara – um tipo de linguiça bastante popular no país - e colocam em prática a tradição secular de mergulhar no lago congelado após uma sessão no quarto quente. A tradição diz que o ritual faz bem à saúde.

Papai Noel
A Lapônia finlandesa é a região mais ao Norte do país e da União Europeia. Lá também é a terra do Papai Noel e é possível visitar, por exemplo, a aldeia do bom velhinho na cidade de Rovaniemi, no círculo polar, admirar as auroras boreais e as várias construções de gelo e neve - como o Castelo de Neve de Kemi - e fazer diversos passeios como os de cães, de moto de neve ou de renas. A aldeia do Papai Noel funciona durante todo o ano e é possível enviar cartas do bom velhinho para crianças que falem diferentes línguas em todo o mundo. Os finlandeses acreditam que o Papai Noel foi um menino órfão que nasceu na região da Lapônia e que gostava de fazer brinquedos de madeira para presentear as crianças na noite de Natal. 

Capital Mundial do Design



A boa reputação finlandesa também aparece na área do design. Prova disso é que a capital, Helsinque, iniciou o ano como a Capital Mundial do Design 2012. O World Design Capital Helsinki 2012 é uma das maiores exposições em design jamais vistas no mundo. Durante todo o ano, a cidade pretende explorar os benefícios e valores desse tipo de arte e demonstrar de que maneiras ela pode melhorar nossas cidades. A Capital Mundial do Design é uma iniciativa do Conselho Internacional de Sociedades de Design Industrial (ICSID), que a cada dois anos reconhece uma cidade mundial por seus feitos utilizando o design como uma ferramenta para melhorar a vida das pessoas.